Como os gatos podem ajudar no tratamento de doenças mentais?



Eu fico muito feliz em vir partilhar esse tema de blog com vocês, humanos. 

Vocês sabiam que nós somos ótimos auxílios no tratamento contra a depressão e somos importantes no cuidado da sua saúde mental? Pois é, humanos, vivendo e aprendendo, né?

Pra tornar esse texto ainda mais informativo e útil eu convidei a psicóloga Nathalia Almeida, para responder todas as possíveis dúvidas que vocês podem ter a respeito desse tema super importante. 

Nathalia, é verdade que os gatos podem ter um grande papel no auxílio ao combate de doenças mentais? 

Sim, Chico, é verdade! Inclusive, é muito comum em processos de adoecimento psíquico a contribuição do animal em especial os gatos nessa sensação de bem-estar. 

Pensando em casos de uma depressão ou ansiedade, que também trazem muito sofrimento para o indivíduo, o gato pode contribuir trazendo felicidade e ajudando essa pessoa a entrar em contato com outros tipos de emoção, diminuindo o estresse, a tensão e consequentemente ter outras experiências positivas nessa convivência com o felino. 

Existem casos de humanos que desistem do suicídio por causa dos animais de estimação? 

Muito legal e importante essa pergunta, Chico. 

Pensando em um processo depressivo que a pessoa não cuida e a situação vai se agravando, existem sim as possibilidades dessa pessoa cometer suicídio, mas nesse processo de adoecimento, o animal pode estar sempre contribuindo para o bem estar dessa pessoa, justamente nesse momento de sofrimento emocional.

Ou seja, o gato vai ser aquele membro da família que vai estar ali próximo da pessoa, oferecendo momentos de bem estar e interagindo com o humano.

Então quer dizer que um gato pode auxiliar uma pessoa com depressão a não chegar ao extremo que é o suicídio? 

Sim, podemos parar pra pensar no que essa pessoa pode estar precisando em um momento desses, o quanto o gato entra nesse complemento de auxílio e proporciona ao humano o que ele pode estar precisando naquele momento de regulação do estado emocional, fornecendo a sensação de bem-estar. 

Então a resposta é sim! Os gatos podem ter uma influência bastante considerável. É muito comum também ser indicado no acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, adotar um animal como complemento do tratamento. 

Ultimamente algumas empresas estão adotando o pet-friendly, você acha que a qualidade e o tempo de trabalho podem ser mais rentáveis e benéficos com um animal ao lado da pessoa trabalhando? 

Existe realmente uma proposta das empresas permitirem que o funcionário humano, leve o seu animal de estimação para o escritório e o quanto essa proposta faz uma extensão da casa da pessoa, já que o animal está naquele ambiente propiciando a sensação de estar em casa. 

Também o quanto esse animal pode trazer uma influência positiva naquele ambiente que pode ser muito estressante, com muitas cobranças, acaba dando uma quebrada no ambiente, até porque as vezes fazer um carinho no animal já traz uma sensação de bem-estar, inclusive, posso dizer isso por experiência própria.

Ou seja, imagina ter isso no seu ambiente de trabalho que é o lugar onde você passa a maior parte do tempo e ter o animal lá com você pode sim deixar o dia da pessoa mais feliz. 

Isso também está acontecendo com os hospitais principalmente fora do Brasil, mas como funciona isso por aqui? 

Em particular esse é um assunto que eu acho muito interessante, Chico. 

Sim, tem acontecido e, inclusive, o Hospital Albert Einstein foi o pioneiro aqui no Brasil, claro queesse animal deve estar vacinado, estar dentro de todos os critérios rigorosos da instituição hospitalar, o médico precisa ter liberado e o animal ter tomado banho antes, isso tudo por causa do ambiente que precisa dessa atenção. 

Como é uma pessoa que já está muito fragilizada, só de ver o bichinho já dá outro ânimo. 

Além da TAA (terapia assistida por animais), existem outros modelos de terapia? Como que funcionam essas coisas? 

Sim, Chico, existem! 

O que eu vejo muito na prática clínica é o animal entrando nesse auxílio de recuperação do estado mental, então, com crianças é bastante comum justamente para ajudar a criança a ter mais responsabilidades, para ela aprender a cuidar daquele ser e também refletir sobre o próprio auto-cuidado.

A gente pode pensar também no quanto o animal contribui para a vida social da pessoa. Existem casos de pessoas que estão se recuperando de alguma dependência química e ganharam um animal de estimação para poder ajudar nesse processo de tratamento.

E o quanto isso ajuda também o dia a dia da pessoa ter um sentido, a troca de afeto e ver que existe alguém que precisa dela para viver.  Ou seja, têm um efeito terapêutico muito grande, inclusive um ponto importante é: a felicidade que esses bichinhos trazem na vida da pessoa. 

Têm uma região no cérebro do humano que é sistema límbico, responsável pelas emoções. O animal contribui na ativação do sistema límbico, por isso que vem aquela sensação de bem-estar quando o humano faz carinho em um gato, por exemplo. 

Os gatos também são um auxílio para os idosos que podem apresentar casos de depressão, solidão, etc? 

Sim, inclusive é legal a gente falar de todas as fases da vida quando pensamos em saúde mental. 

Tanto que quando a gente para pra falar do idoso, um dos pontos de saúde mental que mais chamam atenção no sentido de cuidados é a solidão.  E o animal é o membro da família que vai estar lá o tempo todo com ele, trocando afeto.

Quais são os benefícios que a liberação de hormônios podem trazer ao dono do gato?

Os hormônios liberados são ocitocina, serotonina e dopamina, que são hormônios muito associados ao relaxamento, melhora do humor, calma, sensação de bem-estar e felicidade, em especial a ocitocina que é o famoso hormônio do afeto, amor, mas também do comportamento social. 

O animal pode também contribuir na liberação desses hormônios e consequentemente nessa sensação de bem-estar. 

Como que o humano pode identificar um caso de depressão nele mesmo e como saber quando é a hora de procurar ajuda?

Bom, Chico, como psicóloga o que eu tenho para dizer é: a depressão ainda é muito associada com aquela pessoa que só tá deitada na cama e não consegue levantar. E não é bem assim que funciona, a depressão pode estar presente em uma pessoa que sorri, levanta da cama e dá risada. 

Inclusive esse exemplo foi muito explorado com o falecimento do ator e comediante Robbie Willians, que sempre foi visto dando risada, fazendo filmes associados a motivação e alegria. Ele não tinha o estereótipo que se conhece de uma pessoa depressiva. 

Um dos sintomas é a perda de sentido no dia a dia, falta de vontade de fazer as coisas que gostava antes, isolamento, etc. Muitas vezes essas pessoas podem encontrar dificuldade em expressar essas emoções e sentimentos por achar que é normal e vai passar, mas a persistência desses sintomas, precisam sim de um cuidado especial. 

Um diagnóstico precoce da depressão pode ajudar ela a não evoluir? 

Sim, com certeza! A depressão sendo tratada relativamente no início pode ajudar muito no tratamento e no tempo de melhora daquela pessoa.

Por hoje é só, humanidade!

Caso você esteja sofrendo alguns desses sintomas, o seu gato não pode te ajudar sozinho a resolver este problema, procure uma assistência clínica especializada neste tipo de tratamento e aproveite seu gato para fazer uma troca de carinhos e afeto, junto com o tratamento adequado.

Desistir da vida nunca é uma opção, viver é bom demais!

Ronrons,
Chico
CEO - Cansei de ser gato

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